Vem do 10

 

Segunda parte da Carta aberta aos irmãos e irmãs da Índia

 

Seria inimaginável que o surgimento da evidência de que ao livro sagrado, a Gita, lhe faltassem trechos, e tivessem sido organizados de uma maneira tal, que induzissem erros de interpretação, uma indução inadvertida, talvez, provocada acidentalmente por uma visão estreita ou pragmática, tendo em vista certos interesses.

Podemos imaginar o misto de horror e repulsa que a mera ideia de uma Gita completa provocou, quando, entre 1915 e 1920, como resultado das notícias mencionadas na primeira carta, esta obra completa foi traduzida e publicada em sânscrito e inglês, junto com outras obras esclarecedoras a respeito da história de vosso país que, como representante dos dramas humanos, é onde tudo isso e muito mais se origina.

À Gita de 26 capítulos e 750 slokas não lhe foram agregados versículos aleatórios, nem tampouco foram inventados, apenas se encontravam espalhados na obra que a contém; o MahaBharata.

E vocês sabem muito bem o que é dito do MahaBharata: “tudo que nele está escrito, pode ser encontrado em outro lugar, e se não está escrito nele, é porque não está em lugar algum”.

O que mais impressiona é como, a falta de certos trechos esclarecedores na Gita, isso tenha servido a interpretações parciais, especialmente no que tange a um aspecto muito delicado, a de que na Gita esteja a promulgação divina do Varnashrama.

Sim, porque é da Gita incompleta de 18 capítulos que a Índia extrai os fundamentos do sistema de castas.

Repito, por isso, o motivo que me leva a lhes escrever esta carta aberta, porque somos testemunhas de uma revolução sem precedentes em andamento, uma que desintegra, no mais puro estilo Shiva, as tradições arraigadas as elevando a outro significado.

Revolução que, ainda libertadora, sofre de todos os tipos de resistência e repulsa, por isso me refiro a vocês como irmãos e irmãs, porque em vossa história se deu início a algo que se espalhou pelo planeta e pelo reino inteiro humano.

Eventos que, com roupagens diferentes, falam a mesma coisa.

 

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