A ignorância de que o Universo opera como uma única estrutura colossal, de proporções infinitas e comunicação infinitesimal, está na raiz de todos os equívocos que nossa humanidade comete e sustenta.

Promover a separatividade em todas suas formas e nuances é o trabalho dessa ignorância.

Em Sri Lanka os atentados sangrentos da Páscoa de 2019 poderiam ter sido evitados se o Presidente e o Primeiro Ministro do país não estivessem brigando o tempo inteiro, o contrário do que deveriam fazer, trabalhar unidos em nome do país e do povo.

Você sempre vai encontrar a semente ignorante e maldita da separatividade em tudo que de ruim acontece, nos grandes fatos históricos, nos relacionamentos pessoais, nos seriados de televisão, gibis e pichações.

A influência digital que manipula a opinião pública, que enquanto cada pessoa usuária de um aparelho tecnológico de comunicação se sente no direito e obrigação de fazer valer sua opinião, se opondo a outras, aproveita esse, que já é um ato ignorante, porque separativo, e o incentiva, pondo grupos contra grupos e desviando a atenção de assuntos mais relevantes, que só poderiam ser apreciados com espírito fraternal, de união, de seres humanos interessados em participar dos eventos terrestres e celestes.

Nos últimos capítulos de Game of Thrones, seriado que considero exemplificar a maneira contemporânea de revisitar clássicos que as gerações atuais não se dão o trabalho de ler, uma guerra terrível contra a morte é ganha porque as forças se unem contra ela, e outra guerra é perdida, porque a semente de separatividade começa a corroer o espírito fraternal.

O amor, que em princípio se instala como uma vulnerabilidade, porque cria uma dependência inusitada de outra pessoa, pela união que promove revela uma força que de outra forma não se manifestaria.

Ao mesmo tempo, a força buscada em tomar distância e se opor a os outros, apesar de criar um efeito imediato que assombra, a médio e longo prazo corrói a si mesmo e entra em declínio, porque não se sustenta.