Há mais ou menos 7mil anos, aconteceu algo muito importante e que mudou o curso da história humana para sempre; ao Norte do território que hoje é a Índia, numa planície aos pés dos Himalaias, numa época em que a organização da sociedade era um sistema hereditário de castas estruturada assim: a dos sacerdotes, que viviam para explicar as escrituras sagradas; a dos militares, que viviam para zelar que o sistema de castas prevalecesse; a dos comerciantes, que viviam para, claro está, o comércio; e a dos trabalhadores braçais; havendo ainda outra que nem sequer era considerada uma casta, mas a do resto, os intocáveis.

O sistema de castas organizava a sociedade e isso era assim desde sempre e as escrituras sagradas e sua interpretação dada pelos sacerdotes, deixavam claro que sem o sistema de castas organizando a sociedade, caos e fim de mundo poderiam ser esperados.

Quem nascia em determinada casta não tinha o direito de aspirar a outra coisa que não fosse cumprir os deveres e destino inerente a essa casta. Um modelo genético para a organização da sociedade, a linhagem determinava o destino e não se imaginava sequer qualquer tipo de discussão a esse respeito.

Mas, se disputas houvesse, e com certeza as houve e sempre haverá, em se tratando de seres humanos, a resolução e arbítrio se fazia através da casta dos militares, monarcas poderosos que comandavam seus domínios com punho de aço.

De acordo com a inspiração espiritual da casta sacerdotal, a evolução dos seres humanos se daria através das castas e, por merecimento, alguém de uma casta inferior que cumprisse com todas as tarefas e obrigações, subiria de casta na próxima encarnação.

Assim mesmo aconteceria no oposto, se por desventura alguém descumprisse as funções de sua casta ou distorcesse o sentido, criaria para si o destino de retroceder no sistema de castas.

Assim foi criado o conceito de Karma, na sua concepção de sistema de castigo e de recompensa através dos ciclos de encarnações.

 

Segue no Episódio 2