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Essas eram épocas em que todos os relacionamentos eram rigorosamente estabelecidos por regras, tanto as guerras quanto as intimidades.

Nas guerras, por exemplo, o guerreiro em cima de um elefante não matava guerreiros que estivessem a pé, e na eventualidade de alguém encontrar outrem fugindo e sem armas, não se podia ferir nem aprisionar esse guerreiro.

E apesar de toda a etiqueta e protocolo mediante os quais se mantinha o sistema de castas funcionando como rotina, guerras sangrentas aconteceram e esta história que estou te contando encontra sua apoteose no confronto entre duas famílias com laços de parentesco muito próximos, mas de castas distintas

Estamos, por isso, nos ambientando numa situação em que não havia sequer a remota percepção de que as regras poderiam ser quebradas, porque isso não era próprio dos humanos, seria coisa de deuses, que naquela época, na Índia, também andavam pelos vales e montanhas, não sendo raros os contatos entre deuses e humanos.

Inimaginável é tudo isso para nós, que quebramos todas as regras, mas nossa perplexidade é a constatação de o quanto o que aconteceu naquele lugar e naquela época continua produzindo até os dias de hoje e pelos que virão uma transformação irrevogável, que nos desapega do tribalismo e conecta com o cosmo.

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