O professor de Yale, Nicholas Christakis, em meio às tensões que emergiram no início do terceiro milênio entre os estudantes, resultado do conflito entre os partidários da liberdade de expressão e as diversas minorias que demandavam e ainda demandam respeito e segurança, atreveu-se a afirmar que os estudantes não precisavam impor regras nem silenciar palavras, porque teriam capacidade de vigiarem a si mesmos, além de terem força suficiente para suportar as ofensas.

Sua esposa, também acadêmica de Yale, enviou mails em massa defendendo que para a festa de Halloween os estudantes deveriam escolher livremente suas fantasias, não importando quão ofensivas essas parecessem a certos grupos e minorias.

A reação foi furiosa, mas o professor se dispôs a ouvir as reclamações abertamente, no campus, e tornou-se um saco de pancada, com os estudantes afirmando que ele era racista e que estava errado e que deveria assumir sua posição racista.

Isso aconteceu em 2005 e o vídeo foi viral durante muito tempo.

O notável da história toda é que o Professor Nicholas Chistakis está lançando neste ano, 2019, um novo livro, Blueprint, no qual afirma que “por tempo demais, a comunidade científica se focou no lado escuro da herança biológica; tribalismo, violência, egoísmo e crueldade, enquanto o lado luminoso foi negligenciado e nunca dado a ele a atenção merecida”.

Seu raciocínio, sinteticamente, é o seguinte: Sociedades complexas somente são possíveis e duráveis quando as pessoas se envolvem emocionalmente nelas e se ajudam mutuamente. Christakis evoca um ponto de vista mais amplo para se entender o progresso da humanidade, indicando que, apesar das guerras e horrores, toda recuperação e progresso se deu e sempre se dará pela colaboração entre as pessoas e não como resultado das guerras. O professor afirma que há componentes biológicos e genéticos, comuns a todos os seres humanos, que dão suporte à colaboração mútua.

É de se pensar mesmo que a gente não esteja dando atenção suficiente ao progresso que a humanidade desempenha, graças à colaboração, enquanto navegamos, dia a dia, sedentos de notícias sangrentas e tragédias, que sempre dão mais audiência do que as boas notícias.

Prosperamos pela boa vontade e colaboração, mas não queremos divulgar essa razão de ser.